O que tecnologias disruptivas como Bitcoin e Blockchain podem nos ensinar sobre inovação

Tempo de leitura: 24 minutos

Neste artigo iremos mostrar o que tecnologias disruptivas como bitcoin e blockchain podem nos ensinar sobre inovação.

Existe uma frase clichê mas verdadeira que é a de que "vivemos em constante transformação".

Ao longo do tempo, diante das necessidades e desafios, a humanidade foi se moldando conforme novas descobertas, novos conhecimentos e maneiras de se fazer e refazer as coisas, assim como é o conceito do Design Thinking.

Porém, nossas necessidades básicas são as mesmas de nossos ancestrais.

O que mudou foi apenas a forma como as satisfazemos. Utilizamos de utensílios e tecnologias sofisticadas para viver em um mundo transformado por eles mesmos.

E uma das coisas mais antigas de nossa história envolve dinheiro. Pois a negociação de bens de consumo e a atribuição de valor a eles é algo mais antigo do que a invenção da escrita.

Em nossa escala evolutiva, houve muitas transformações e inovações até os dias atuais. A única certeza que temos é que o futuro é incerto. 🙂

O que tecnologias disruptivas como o bitcoin e blockchain podem nos ensinar? Como lidar e se preparar para mudanças inevitáveis? O que isto tem a ver com Gestão de Projetos? E como estar a frente no que diz respeito a inovação?

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Uma breve história do dinheiro

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Desde o inicio da humanidade, as formas de pagamento sempre estiveram presentes. Não existia nenhuma moeda que tivesse um valor fixo quando uma pessoa quisesse adquirir algo.

A única opção era realizar uma troca do que tinha a mais do que necessário com outra pessoa que também tivesse algo acima do necessário.

Nessas trocas não importava o valor do objeto ou alimento trocado, somente o simples fato de querer algo e saber negociar com outra pessoa; a essa prática dava-se o nome de escambo.

Com o passar dos tempos, algumas mercadorias começaram a ser mais aceitas nas trocas do que outras, sendo assim, utilizadas como forma de moeda-mercadoria.

O gado foi uma das primeiras moedas de trocas, pelo fato de ter locomoção própria e se reproduzir. O sal, utilizado na época para conservação de alguns alimentos, também foi uma dessas mercadorias mais aceitas, dando origem assim a palavra salário.

Mas essas mercadorias que eram usadas como moedas de trocas tinham um pequeno problema: muitas vezes eram perecíveis, impossibilitando o enriquecimento de quem tinha mais mercadoria por um vasto tempo.

Foi quando o homem descobriu que o metal também poderia ser utilizado como moeda e, com certeza, iria durar muito tempo nas mãos de quem as tivessem.

Pela sua produção exigir certa habilidade, os objetos confeccionados de metais eram tidos como valiosos, elevando seu preço.

As primeiras moedas começaram a ser confeccionadas de três tipos de metais: o ouro, a prata e o cobre, pois eram metais raros na época e tinham imunidade a corrosão.

O valor de cada moeda confeccionada com um desses metais se distinguia pelo peso e o tipo de metal, e não pelo valor que estava estampado nele, coisa que na época não existia.

O valor de uma moeda de ouro, por exemplo, se dava através de quantas gramas tinham sido necessárias para sua confecção e não por um número, letra, imagem ou qualquer outra descrição nela estampada.

Com o passar dos anos, de acordo com as regiões e com as habilidades de se trabalhar com metais sendo aperfeiçoadas, começaram a estampar valores nas moedas e até imagens, fazendo com que o tipo de metal já não fosse diferenciador pelo valor, mas sim pela descrição que foi estampada.

Na idade média, as pessoas começaram a guardar suas riquezas com aqueles que negociavam ouro e prata, os ourives, que na época eram uma espécie de banco.

E como garantia, eles entregavam um recibo para o dono dos valores, e as pessoas começaram a usar aqueles recibos também como forma de pagamento.

Dessa atividade surgiu o papel moeda, que no Brasil teve início em 1808 com o Banco do Brasil, fazendo um tipo de papel que podemos comparar hoje com o cheque.

Com o passar dos tempos, os governos dos países foram tomando frente na emissão das moedas e cédulas para que se minimizassem falsificações.

Com o surgimento de novas tecnologias, as formas de pagamentos se expandiram, e hoje em dia, as pessoas possuem um vasto leque de opções para pagamento.

Dentre essas novas tecnologias está o Blockchain, que é a base das criptomoedas, como o bitcoin.

A tecnologia Blockchain

blockchain

O blockchain pode ser compreendido como um "livro razão" público, distribuído pela Internet, e que possui o registro de todas as transações efetuadas.

É um sistema de registros de propriedades digitais atribuídas a quem possui a "chave privada" de acesso a eles. É totalmente descentralizado, portanto não há um órgão central regulamentador por trás de sua operação.

Este "livro razão" é criptografado e protegido contra adulteração, revisão e exclusão.

É composto por blocos que são processados continuamente à medida do tempo, e por meio de algoritmos (processos lógicos) que se utilizam de endereços únicos que indicam a informação em sua "base de dados".

Assim como na computação em nuvem, os computadores que processam os blocos, chamados de mineradores, estão espalhados pelo mundo.

A confiabilidade do sistema se dá pela troca de informações entre os pontos de processamento da rede, que possuem alto poder computacional.

Quando um novo registro de transação é criado, ele é validado por todos os pontos presentes nessa rede, que garantem sua autenticidade.

A transação é "guardada" no blockchain de forma que se torne público sua origem e destino.

Qualquer informação pode ser armazenada nos seus registros. Pode ser algo confidencial, o registro de uma propriedade intelectual, um voto em uma determinada eleição, um contrato de compra e venda e etc.

E para cada registro pode-se atribuir um valor monetário, presente nas transações entre emissor e receptor. Assim, surgem as criptomoedas.

Bitcoin - a primeira criptomoeda

bitcoinE é assim que chegamos ao Bitcoin (BTC), o primeiro caso de uso de blockchain.

O bitcoin é um ativo digital que pode ser movido para qualquer lugar do mundo, instantaneamente, praticamente sem custos e sem intermediários. Tudo isso utilizando-se da tecnologia do blockchain.

Apesar de muitas fontes descreverem o Bitcoin como uma "moeda", não há uma unanimidade em relação ao seu conceito ao redor do mundo.

Nos Estados Unidos, o IRS (Internal Revenue Service) define que "é propriedade para fins fiscais". Já a agência americana CFTC (Commodity Futures Trading Commission) afirma que "é uma mercadoria".

No Brasil, o Banco Central declara que as moedas virtuais "não são emitidas nem garantidas por uma autoridade monetária". Diferencia-se, assim, do conceito de "moeda eletrônica" utilizada por bancos e instituições financeiras.

Nós preferimos dizer que é a disrupção do dinheiro. E você, o que acha?

Curiosidades sobre o Bitcoin

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Bom, enquanto você pensa na resposta que certamente não veio na ponta da língua, vamos contar algumas curiosidades do Bitcoin:

1º O registro do domínio bitcoin.org foi realizado em 18 de Agosto de 2008.

2º Satoshi Nakamoto é o suposto nome do criador da moeda virtual, ninguém sabe se é um nome verdadeiro, apenas um pseudônimo, ou quem sabe um acrônimo de uma organização SAmsungTOSHIba NAKAmichiMOTOrola.

Laszlo Hanyecz realizou a primeira transação com bitcoins para comprar uma pizza no valor de 10.000 Bitcoins no dia 18 de maio de 2010. O que ele não imaginava é que em 2014 aquelas duas pizzas valeriam aproximadamente 5 milhões de dólares.

4º A Lamborghini é a primeira marca de automóveis a aceitar Bitcoins.

Vancouver no Canadá foi a primeira cidade a instalar uma máquina multibanco com Bitcoin.

6º A Ilha de Alderney é a primeira a considerar imprimir Bitcoins de forma legal.

7º Por traz de 1 BTC existem aproximadamente 35.000 linhas de códigos de computador.

8º Desde seu lançamento, mais de 60% dos Bitcoins encontram-se intactos, sendo que muito dinheiro desta estatística foi parar no lixo, assim como aconteceu com James Howells que jogou fora seu HD que continha as chaves de sua carteira de Bitcoins, perdendo cerca de 6.000 euros.

9º Em maio de 2016, o australiano Craig Wright afirmou ser o criador do bitcoin, utilizando-se do pseudônimo japonês.

10º O número de Bitcoins nunca ultrapassará 21 milhões e estima-se que o último será minerado até 2040, este total na cotação média do mês de novembro de 2016 que está em 1 BTC = R$ 2.540, equivalem a mais de 53 bilhões de reais.

11º O Ethereum (ETH), seu principal concorrente no mercado, possui uma cotação no mês de novembro de 2016 de R$ 32,96. A Litecoin (LTC) possui uma cotação no mesmo mês de R$ 12,97.

Investimentos em Bitcoin

investimento

O Bitcoin foi projetado para reproduzir a realidade de escassez com o qual a economia opera.

Uma vez que os recursos são escassos, a riqueza é definida pela posse da maior quantidade do ativo em questão.

Os mineradores, computadores que operam as transações na rede, recebem bitcoins em contrapartida pelo seu esforço.

A cada 10 minutos, um bloco de transações é processado pelos mineradores e novos bitcoins são "gerados" como recompensa.

Porém, esse número foi programado para cair pela metade a cada 210 mil blocos minerados.

Ou seja, com o tempo, a escassez irá aumentar, pois ficarão em circulação apenas os já existentes, sem adição de novos bitcoins pela rede. Serão minerados novos bitcoins somente até 2040.

Os mineradores ainda recebem uma pequena comissão, chamada de "fee", e paga pelo emissor para cada transação processada.

inflacao-bitcoinNível de inflação do bitcoin ao longo do tempo - Fonte: Bitcoin Talk.

Sendo assim, uma pergunta coerente a se fazer é "vale a pena investir em bitcoin?".

O investimento em bitcoin segue uma lógica parecida com o mercado de câmbio. O dólar pode disparar quando há alguma notícia importante no mercado internacional e pode despencar quando a economia interna vai bem, dentre outros fatores.

No mercado das criptomoedas, o qual o bitcoin faz parte, segue a máxima da economia: a "lei da oferta e da procura". Porém, há alguns outros fatores intrínsecos a serem considerados:

  • A tecnologia é emergente e está sendo aprimorada constantemente;
  • Esse mercado possui um alto nível de especulação;
  • Ataques de hackers em serviços importantes na internet podem comprometer a estabilidade do câmbio;
  • Ainda não há uma regulação a respeito das moedas virtuais, muito devido ao ainda "baixo" volume de operação;
  • O volume de negociações nas exchanges ao redor do mundo também impactam a cotação.

Devido à sua volatilidade, podemos enquadrá-lo na categoria de investimentos de alto risco. Quem pagar o preço agora e acreditar na sua valorização, poderá ter ganhos substanciais.

Atualmente, sua volatilidade já se encontra em níveis mais toleráveis para quem já opera em mercado de câmbio, segundo publicação da InfoMoney.

E para efeitos de imposto de renda, a Receita Federal esclarece que “dadas as características identificadas até o momento e à luz da legislação vigente, a moeda alternativa pode ser equiparada a um ativo financeiro”.

A Receita também determina que o saldo de bitcoins deve ser informado na declaração anual de imposto de renda na seção de "outros bens e direitos" e os ganhos com as vendas dessas moedas são passíveis de tributação.

Como operar e adquirir Bitcoins

operar-bitcoin

Hoje em dia, as pessoas que pensam em ganhar dinheiro minerando Bitcoins apenas com seus computadores não conseguiriam competir com grandes empresas e seus enormes data centers. Mas não se desespere, existe uma solução.

Algumas das gigantes, como é o caso da Discusfish/F2pool (16,49% do mercado), fundada em Maio de 2013, e que de acordo com o CoinDesk constitui aproximadamente 25% da rede Bitcoin e 30% Litecoin da rede, informou que o grupo não tem hardware próprio, 100% do seu poder de processamento vem de usuários.

Outra gigante Chinesa, a AntPool (17,82% do mercado), com sede em Pequim, informa que a maior parte do poder de processamento está nas mãos dos usuários.

Este grupo representa 56% de todos os mineiros de Bitcoins e também alega ser o maior serviço de mineração no mundo da nuvem.

Existem outras empresas ao redor do mundo que fazem o mesmo trabalho, utilizando a capacidade de processamento dos computadores pessoais para a mineração e pagando por isto.

Ainda assim, a maneira mais simples de se obter bitcoins é comprando-os diretamente em exchanges.

Elas funcionam de forma similar às corretoras tradicionais e muitas vezes também são chamadas de "bolsas de bitcoins".

No Brasil, as principais exchanges são a Foxbit, o Mercado Bitcoin, a Bitcoin ToYou e o Bit Câmbio.

Para que você possua bitcoins, é necessária uma carteira virtual ou wallet, como também é conhecida.

A carteira virtual é onde serão armazenadas as chaves das criptomoedas adquiridas.

A escolha da carteira virtual não é algo trivial. É a coisa mais importante a ser feita.

Existem várias carteiras virtuais disponíveis no mercado, sugerimos que você baixe algumas das que você mais gostou e as teste.

Todas basicamente fazem a mesma coisa, sendo assim, uma dica é escolher pela que oferece mais segurança.

Hoje, nós do Portal Área de Conhecimento, utilizamos a BitGo, o Blockchain.info e o CoinBase.

Para auxiliar nessa importante etapa, o Bitcoin.org criou uma página exclusiva para apresentação de diversas opções de carteiras segmentadas em dispositivos móveis, computadores, hardware próprios e na web.

Lembre-se que é sempre sua responsabilidade escolher a carteira cuidadosamente e adaptar boas práticas para proteger o seu dinheiro.

O fluxo de compra de bitcoin basicamente tem os seguintes passos:

  1. Possua uma carteira virtual, seja ela web, mobile, desktop ou hardware específico;
  2. Realize um cadastro em uma exchange;
  3. Envie seus documentos pessoais por meio de upload de fotos;
  4. Preencha todos os requisitos de segurança solicitados;
  5. Realize um depósito em reais para a conta da exchange.
  6. Realize uma operação de compra de bitcoins em cotação de mercado;
  7. Faça a transação de envio de bitcoins da sua conta da exchange para o endereço de sua carteira virtual.

Com sua carteira virtual é possível realizar qualquer transação de compra e venda em estabelecimentos que aceitem o bitcoin como meio de pagamento, como mostra o mapa abaixo:

Casos de uso de blockchain e bitcoin

bitcoin-blockchain

Os serviços financeiros estão passando por uma reviravolta liderada por startups focadas em tecnologia - chamadas de Fintechs.

Os resultados são serviços mais eficientes e mais baratos. Alguns exemplos:

  • Cartões de crédito geridos por aplicativo no celular (como nos casos do Nubank e Digio);
  • Contas bancárias operadas 100% pela Internet (como nos casos dos bancos Neon e Original);
  • Transferências internacionais utilizando câmbio comercial sem intermediação de uma instituição bancária (como no caso do TransferWise).

A tecnologia do bitcoin já está presente em muitos novos negócios. Entre eles já existem:

  • Purse - E-commerce que trabalha somente com Bitcoin como meio de pagamento;
  • PagCoin - Broker de pagamento (estilo PayPal);
  • Gyft - Vale presentes (Gift Cards);
  • Xapo - Cartão de débito em bitcoins;
  • AdvCash - Cartão de crédito;
  • Bitcoin Crypto Bank - banco de depósito de bitcoins.
  • O próprio banco Santander está investindo em projetos com Blockchain e ativos digitais.

While Fintech Disrupts Banks, the Blockchain Disrupts Fintech. ~ PwC Report

Se você considera que isso tudo é uma bobagem ou que as coisas não estão mudando tanto assim, lembre-se que os caixas eletrônicos chegaram ao Brasil em 1983 e que foi considerada uma revolução na forma de lidar com o dinheiro.

Assista ao vídeo abaixo e você irá ter uma real noção do que estamos falando:

Em um dos eventos do TED Talks, Bettina Warburg, empreendedora do Vale do Silício, explica como o Blockchain irá transformar radicalmente nossa economia.

A massificação da Internet e o novo comportamento dos consumidores que estão a todo momento conectados por dispositivos móveis, aliado a tecnologias disruptivas como o Blockchain, abrem uma quantidade de possibilidades de novos negócios sem precedentes, inclusive em áreas não financeiras.

Entre elas estão incluídas as bolsas de valores, comércio exterior, cadeia de fornecimento, registros públicos (veículos, imóveis, identidade, propriedade digital) e muitas outras.

Bitcoin não é apenas o futuro dos pagamentos, mas também o futuro da governança. ~ Dee Hock - Fundador da Visa

Pensando fora da caixa

idea

Nossa percepção da realidade é meramente subjetiva.

Atribuímos significados aos fatos conforme nossas experiências pessoais. Sendo assim, algumas pessoas se antevêem as mudanças, enquanto outras só as percebem quando de fato viram constatação pública.

Melhor ainda do que se preparar para mudanças, é fazer parte delas. E, para isso, é necessário possuir uma mente aberta, livre de "pré conceitos" e padrões imutáveis.

O Bitcoin é apenas uma das tecnologias, e que escolhemos para falar sobre disrupção de culturas, muitas vezes arcaicas, mas o futuro já esta aqui, e se engana quem pensa que será amanhã.

Segundo o comediante e empreendedor Murilo Gun, no futuro existirão 4 habilidades que serão predominantes nos profissionais diferenciados: a inteligência interpessoal, a intrapessoal, a criativa e a interartificial.

Entre elas, destaca-se a criatividade. Num cenário de evolução tecnológica, o que ainda fazemos melhor que as máquinas é o processo criativo.

A criatividade é a habilidade de combinar elementos existentes, conceitos, técnicas, objetos e materiais, para gerar novas ideias e soluções aos desafios e problemas de nosso dia-a-dia.

O que tecnologias disruptivas como o Bitcoin e Blockchain podem nos ensinar?

Como mencionado acima, o dinheiro é algo que praticamente nasceu com a humanidade e, até o ano de 2008, praticamente ninguém poderia imaginar que algum "maluco" poderia inventar algo como o Bitcoin.

Eu, Everton, me lembro que em 1992 uma linha de telefone chegava a custar R$ 4 mil e existia a profissão de Corretor de Telefones que, aliás, era tão promissora que chegou a existir uma Bolsa de Telefones no Espírito Santo.

Ok, mas o que a história do telefone tem a ver com nosso tema hoje?

Nada, e ao mesmo tempo, tudo, pois o que estamos afirmando é que não existe nada no mundo que não possa ser reinventado, e que se você se encontra em uma profissão que hoje te oferece uma zona de conforto, cuidado!

Profissões como Gerente de Projetos possuem uma vantagem que muitas vezes não é explorada, pois se pensarmos que um projeto é algo "único", então por que continuamos a fazer as mesmas coisas?

Tenho certeza que muitos leitores que já atuam como líder de projetos, um dia ficou feliz por ser escolhido o "gerente do projeto mais importante da corporação" e saiu da sala com aquele sorriso de orelha a orelha, mas que depois de alguns meses já se encontrava reclamando pelos cantos e não aguentava mais o projeto.

Muitas vezes, isto se deve ao fato de, apesar de ser um "novo projeto", acabamos caindo em uma rotina. Perceba que no começo do projeto é só empolgação, correto?

Porém, durante o desenvolvimento, onde geralmente o ritmo de ideias e insights diminuem é que mora o perigo, pois tirando aqueles projetos onde não houve um bom planejamento, a vida tende a dar uma acalmada, e aí chega o seu chefe e adivinha?

Ele te passa outro "novo projeto mais importante da empresa". Não precisa ser um gênio para saber o que vai acontecer com o primeiro "projeto mais importante da empresa"...

Tirando o problema que muitas empresas enfrentam nos dias de hoje que é a falta de foco, ocasionando muitos projetos para poucas entregas, a culpa pela "broxada" no projeto, em boa parte, é do próprio GP.

Se pensarmos nos projetos como algo a ser entregue, simplesmente baseado nos requisitos do cliente, não estará errado, mas pense e faça a simples pergunta: Por quê?

O "por quê" tem que estar presente em casa requisito, em cada atividade, em cada resposta seja lá de quem for, mesmo se a resposta for a sua, e isto irá te estimular a pensar sempre em outra possibilidade.

O Blockchain e o Bitcoin não nasceram de um dia para o outro, alguém se perguntou o "por quê" em algum momento e acabou pensando no que hoje movimenta milhões de dólares ao redor do mundo.

E como lição, devemos pensar em quebrar paradigmas e sair do óbvio,

Mas tudo bem se você não inventar um Blockchain toda vez que se perguntar o que você poderia fazer diferente em cada atividade do seu cronograma, mas com certeza estará dando o primeiro passo para um futuro incerto, e pode se surpreender com os resultados. Enjoy! 🙂

Aplicando Mentos na sua vida

mentos

Sendo assim, acreditamos que profissionais que queiram estar preparados para as inevitáveis mudanças, assim como o bitcoin, deveriam usar mais "Mentos" nas suas vidas:

Tenham mais engajamento e comprometimento, procurem sempre discutir baseado em argumento, mas não se esqueçam do bom comportamento, sejam éticos, lideres e humanos e não se esqueçam de quem merece reconhecimento, pois com isto vocês aumentam o conhecimento e evitam se tornarem mais um jumento. ~ Everton David

Segundo o site Na Prática, da Fundação Estudar, uma característica do profissional do futuro é a comunicação múltipla.

As empresas de praticamente todos os ramos precisarão cada vez mais de uma equipe que saiba explicar a funcionalidade de produtos inovadores a outras indústrias, governos e clientes

Isto exigirá dos profissionais, aumentarem um pouco mais o leque de "Mentos", pois os mesmos deverão melhorar o autogerenciamento e o nível de planejamento. Este tipo de maturidade demanda se automotivar, cobrar, avaliar indicadores (KPIs) e propor soluções para melhorar o processo dia após dia.

Além de disciplina e proatividade, o profissional também precisa querer, e isto é uma das maiores dificuldades quando o assunto é mudança, pois mudar é muitas vezes iniciar uma crise e uma quebra de paradigma.

As pessoas que vencem nesse mundo são as que procuram as circunstâncias de que precisam e, quando não as encontram, as criam. ~ Bernard Shaw

Recapitulando e onde aprender mais sobre bitcoin e blockchain

resume

Essa publicação se propôs a expor informações a respeito da tecnologia do Blockchain, do mercado das criptomoedas, como o bitcoin, e como estamos lidando com transformações radicais em nossa economia e forma de viver.

Sendo assim, separamos os principais pontos citados aqui:

  • O conceito do dinheiro está presente na história da humanidade desde o início quando se negociavam trocas de bens de consumo e utensílios;
  • A tecnologia blockchain foi criada no intuito de possibilitar registros de ativos digitais de uma forma descentralizada e transparente, por meio da Internet;
  • O bitcoin foi a primeira criptomoeda criada com a tecnologia do blockchain e, em pouco tempo, abriu um novo modelo de operação de transações financeiras;
  • A volatilidade da cotação do bitcoin, que já foi maior no passado, hoje encontra-se em níveis mais próximos aos encontrados nas variações cambiais de moedas estrangeiras;
  • Criar uma carteira virtual, comprar bitcoins e realizar transações são operações relativamente simples e disponíveis a qualquer pessoa;
  • Existem várias empresas que estão revolucionando o mercado financeiro tradicional. E já existem negócios que utilizam a tecnologia do blockchain tanto em operações financeiras quanto em mercados não financeiros;
  • A criatividade é uma das maiores habilidades que devemos cultivar para o futuro. E para que ela exista, precisamos sempre nos perguntar o "por quê" de fazer o que fazemos;
  • Para lidar com as inevitáveis mudanças, é necessário comprometimento e engajamento. Sua atitude diante dos problemas é a responsável pelos resultados que obtêm.

O bitcoin, assim como o blockchain, é um assunto relativamente novo e em constante evolução. Como não poderia ser diferente, continuar se aprimorando nesse assunto requer um investimento de tempo e dinheiro.

Para que possamos lhe auxiliar nessa jornada, seguem algumas de nossas recomendações:

  • FIAP Shift - Bitcoin e Blockchain - A Revolução do Dinheiro - Curso teórico e prático de um dia na Fiap com o João Paulo Oliveira, especialista em bitcoin e criptomoedas.
  • Coursera - Bitcoin e Tecnologias de Criptomoedas - Curso online gratuito, desenvolvido pela Universidade de Princeton, para entender o funcionamento do bitcoin em nível técnico.
  • Foxbit - Bitcoin em Português - Curso online gratuito, criado pela Foxbit, com uma série com 10 vídeos falando tudo que você precisa saber para fazer parte da tecnologia mais inovadora do século.
  • Bitcoin - A moeda na era digital - Nesse e-book, o economista Fernando Ulrich explica o funcionamento e história do bitcoin.
  • Bitcoin - Guia Definitivo - Nesse outro e-book, o autor fornece ideias e informações sobre a utilização segura dos Bitcoins e serviços relacionados.
  • Fóruns abertos de comunidades na Internet, tais como o Bitcoin Talk e o Bitcoin Brasil.

Falando em bitcoins...

Seguem nossas carteiras virtuais, caso algum bom samaritano goste do nosso trabalho e queira contribuir com algumas frações de Bitcoins.

Poderíamos estar roubando, poderíamos estar traficando, mas estamos aqui, escrevendo artigos para, quem sabe, você se tornar um profissional diferenciado.

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